Fonte inesgotável de bênçãos, fluxo contínuo de energia, o amor se multiplica, se expande à medida que se oferece, concedendo sempre alegria e felicidade a quem ama.

Nos relacionamentos humanos, nem todos se encontram preparados para amar porque ainda não conseguem identificar o amor, desconhecem o seu significado real, não sabendo assim expressá-lo.

A confusão dos sentimentos decorrente da incompreensão do que seja realmente o amor, muitas vezes, o confunde com desejos sexuais, exigência e posse.  Vivemos a época em que a ruptura de relacionamentos supera o número de casamentos, mesmo assim, ainda se fala muito de amor na sociedade contemporânea.  Se o amor gera desencanto e decepção é porque não foi vivenciado como devia. O amor irradia paz e deve gerar satisfação física, emocional e psíquica. Esse sentimento fortalece o ser nas lutas que deverá travar até alcançar sua meta. O amor é o sustentáculo para a manutenção da vida humana. Por essa razão, Jesus o recomendou com condição para a felicidade humana, estabelecendo que era necessário torná-lo amplo e irrestrito. Por muito amar, Jesus se deu por inteiro à humanidade. Confortou Ele os sofredores, curou enfermos, amparou os viciados do corpo e da alma, dedicou-Se à educação dos ignorantes.

É importante aprender a amar, porque o amor também se aprende, nos ensina Joanna de Ângelis. Quem se fixa nesse sentimento através de exercícios repetitivos e treinamento, aos poucos consegue sentí-lo em forma de bem-estar e harmonia. O amor nunca reclama, porque compreende. Quando se ama, nada constitui esforço, sofrimento, já que o amor é rico de carinho e de bênçãos e nos enriquece de coragem e valor no enfrentamento das situações mais difíceis.

O desconhecimento do Amor e da sua finalidade na vida induz muitas vezes a comportamentos absurdos. O egoísmo predominante na natureza humana utiliza o amor para reter aqueles que devem avançar, aprisionando-os nas teias da paixão que lhes é dirigida. “O amor não encarcera mas felicita-se sempre quando liberta.” O amor não retém e sempre é favorável ao progresso do amado. Se alguém não consegue mais ficar vinculado ao outro coração precisa seguir adiante, levando as lembranças felizes. A ruptura da afetividade não deve deixar dilaceração, desentendimento, tampouco ressentimento. O verdadeiro amor é amplo e generoso e nunca mesquinho e exigente.  No relacionamento a dois sempre haverá desafios, dificuldades, o que é perfeitamente compreensível. A lealdade, o companheirismo, a paciência, a renúncia são elementos essenciais para a harmonia num relacionamento. Amar é  uma experiência de aprendizagem constante. O amor real supera os interesses imediatos do sexo, já que a necessidade do companheirismo e da ternura transforma o relacionamento em uma união de corpos e almas à serviço da vida.

Happy Valentine’s Day! Feliz dia da Amizade!

 Helena Rauduvinich 

Pesquisa: Livro Garimpo de Amor/Espírito Joanna de Ângelis/ Psicografia de Divaldo Pereira Franco